Levantamento da EY-Parthenon indica geração de empregos, renda e demanda adicional para o setor fitness
Yara Achôa, Fitness Brasil
12/3/2026
O Wellhub movimentou R$ 13,2 bilhões na economia brasileira em 2025, segundo estudo da EY-Parthenon. O levantamento indica que a plataforma de bem-estar corporativo gera impacto relevante no setor fitness. Isso porque amplia o acesso à atividade física, estimula a demanda por academias e movimenta diferentes cadeias da economia. Programas que conectam empresas, colaboradores e academias ampliam o acesso à atividade física e criam novas fontes de receita para o setor fitness.
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Estudos conduzidos pela EY-Parthenon, braço de consultoria, estratégia e transações da EY, analisaram esses efeitos em dois relatórios complementares. São eles: “Impactos do Wellhub nas Pessoas e na Economia Brasileira” e “Impactos Financeiros do Wellhub nas Academias”.
O impacto econômico associado ao Wellhub inclui R$ 6,1 bilhões em renda das famílias, R$ 4,2 bilhões em arrecadação tributária e 202 mil empregos gerados na economia brasileira. Os cálculos indicam ainda que cada R$ 1 de impacto inicial associado à plataforma gera R$ 5,55 em atividade econômica total, um coeficiente 86% acima da média setorial do país.
“O Wellhub atua como uma ponte dentro do ecossistema, viabilizando crescimento para academias e empresas ao conectar pessoas, empresas e parceiros de forma sustentável”, afirma Guilherme Gabriele, vice-presidente de Parcerias do Wellhub no Brasil.
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Impacto na vida das pessoas
Dentro do impacto econômico total, o estudo também isolou os efeitos gerados pelos usuários da plataforma. Considerando os benefícios associados à prática regular de atividade física e bem-estar, o canal de usuários movimenta R$ 7,2 bilhões em PIB, R$ 3,4 bilhões em renda, R$ 2,3 bilhões em tributos e 92 mil empregos.
No nível individual, os ganhos estimados chegam a R$ 1.088 por pessoa ao ano. E estão relacionados à melhora da saúde física e mental, ao aumento da produtividade e ao estímulo ao consumo de produtos e serviços ligados ao bem-estar.
Outro ponto destacado é que uma parcela relevante dos usuários não frequentava academias antes de aderir ao Wellhub. Isso indica geração de demanda adicional para o setor. Na prática, a adoção da atividade física tende a ampliar o consumo de alimentos saudáveis, suplementos, vestuário esportivo e outros serviços ligados ao bem-estar.
“O Brasil tem espaço enorme para ampliar a prática esportiva e o acesso ao bem-estar integral. O Wellhub contribui para reduzir barreiras de acesso e acelerar um ciclo virtuoso de saúde e desenvolvimento econômico e social”, afirma Giancarlo Kanaan, sócio da EY-Parthenon.
Impacto nas empresas
Com quase 40 mil empresas clientes globalmente, o Wellhub tem presença relevante no mercado corporativo brasileiro. Em muitos casos, o engajamento ultrapassa 50% dos colaboradores, com empresas registrando 60% ou até 70% de utilização da plataforma.
Segundo o estudo, colaboradores ativos tendem a apresentar menor probabilidade de afastamentos, maior rendimento e melhor qualidade de vida. Usuários ativos são, em média, 15% mais produtivos. Isso representa R$ 560 por pessoa ao ano em produtividade adicional, além de redução de gastos com saúde (R$ 120 por pessoa) e de custos previdenciários (R$ 248 por pessoa).

Impacto socioeconômico nas academias
O levantamento também avaliou os efeitos econômicos gerados pela rede de academias parceiras. Os repasses do Wellhub movimentam R$ 6 bilhões em PIB, R$ 2,8 bilhões em renda das famílias, R$ 1,9 bilhão em tributos e 109 mil empregos em toda a economia.
Esses recursos se espalham pela cadeia produtiva ao financiar salários, fornecedores, serviços e investimentos das academias. Além disso, contribuem para dinamizar o mercado fitness e ampliar a competitividade do setor.
Segundo a EY-Parthenon, o PIB movimentado pelos repasses do Wellhub às academias supera o PIB de 96% das cidades brasileiras. A renda familiar gerada seria suficiente para custear o atendimento médico de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas, enquanto a arrecadação tributária decorrente desses repasses é superior à de 16 das 27 capitais brasileiras.
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